A prática do confinamento tem se consolidado como uma das principais estratégias de intensificação da pecuária de corte no Brasil, impulsionada pela busca crescente por maior eficiência produtiva, previsibilidade de resultados e padronização dos lotes.
De acordo com dados do Censo do Confinamento, realizado pelo Cepea/Esalq-USP, o número de animais confinados no Brasil passou de 7,96 milhões de cabeças em 2024 para 9,25 milhões em 2025, representando um crescimento aproximado de 16%. Para 2026, a projeção é de que esse volume se aproxime da marca de 10 milhões de animais terminados em sistemas intensivos.
Em grande parte do país, o primeiro giro do confinamento coincide com o início da estação seca, funcionando como uma estratégia de intensificação da produção durante o período de entressafra. Nesse momento, a arroba tende a apresentar melhor valorização, enquanto o sistema também contribui para a liberação de áreas de pastagem, permitindo o replanejamento nutricional do rebanho e o retorno de categorias mais jovens ao ciclo produtivo.
Em um ambiente altamente intensivo, no qual a eficiência econômica depende diretamente da conversão de insumos em desempenho animal, não há espaço para falhas operacionais ou sanitárias. Pequenos desvios no manejo podem resultar em perdas expressivas e comprometer significativamente a rentabilidade do sistema.
Nesse contexto, o controle sanitário assume papel estratégico dentro do confinamento, sendo determinante para a redução de perdas produtivas e mortalidade associadas a desafios como parasitoses, clostridioses, doenças respiratórias e distúrbios locomotores, que impactam diretamente o desempenho e o resultado da engorda.
Importância da intervenção na entrada do confinamento
A entrada no confinamento representa um dos momentos mais sensíveis do sistema produtivo. Nessa fase, o animal é exposto simultaneamente a diversos fatores de estresse, como transporte, mudanças bruscas de ambiente, mistura de lotes, adaptação à dieta e elevada pressão sanitária do novo sistema.
Esse período é determinante para o desempenho futuro do lote, pois antecede a fase de maior exigência metabólica, na qual o animal precisa converter alimento em ganho de peso com máxima eficiência.
Um protocolo sanitário bem estruturado nesse momento é fundamental para reduzir perdas que muitas vezes não são imediatas, como queda de desempenho e piora da eficiência alimentar, além de perdas mais evidentes, como doenças clínicas, mortalidade e redução de consumo.
Na prática, falhas na etapa de entrada comprometem diretamente os indicadores produtivos e econômicos do confinamento.
Protocolo recomendado
Proposta BIOFARM para manejo sanitário de entrada:
EPREMIUM 5% — Endectocida de amplo espectro
Dose:
1 mL para cada 50 kg de peso vivo, via subcutânea, em dose única na entrada do confinamento.
Objetivo:
Controle abrangente de parasitas internos e externos durante o período crítico de adaptação dos animais.
Composição: Eprinomectina 5%.
Diferenciais:
Maior concentração de eprinomectina do mercado;
Amplo espectro de ação contra endo e ectoparasitas;
Baixo período de carência para abate;
Pode ser administrado a partir do 7 dia de vida do bovino;
Disponível nas apresentações de 50 mL e 500 mL.
OU
RICOFarm 10
Administração: Via subcutânea
Dose: 1 mL para cada 40 kg de peso corporal (nematódeos, cestódeos e trematódeos). 1 mL para cada 40 kg do peso corporal (cisticercose). 1,5 mL para cada 40kg do peso corporal (ostertagia). 2 mL para cada 40 kg do peso corporal.
Objetivo: redução de carga parasitária interna, como cisticercose, ostertagia, e fascíola hepática.
Composição:
Sulfóxido de albendazol
Diferenciais:
Amplo espectro de ação;
Período de carência baixo;
Disponível nas apresentações de 250mL e 500mL;
Bom custo-benefício;
Melhoria de desempenho;
Ganho de peso;
Redução de perda subclínica por verminose;
Menor condenação de carcaça por cisticercose.
OU

Endectocida de suporte e eficiência operacional
Dose: 1 mL para cada 10 kg de peso vivo, via aplicação pour-on.
Objetivo:
Controle de parasitas internos e externos, reduzindo a pressão parasitária na fase inicial do confinamento.
Composição:
Abamectina
Diferenciais:
Amplo espectro de ação contra verminoses;
Facilidade de aplicação e manejo;
Ótima relação custo-benefício em sistemas de alta densidade animal.
ORGANOVIT

Dose:
10 mL
Uso:
Aplicação via subcutânea.
Objetivos:
Auxiliar na recuperação de animais debilitados ou desuniformes;
Favorecer a adaptação ao cocho;
Estimular metabolismo e apetite;
Reduzir os efeitos do estresse de entrada;
Apoiar o desempenho inicial do lote;
Melhorar consumo, hidratação e ruminação.
Composição:
Vitamina E, Vitamina D2, Vitamina B12, Cloridrato de L-arginina, Cloridrato de L-histidina, Cloridrato de L-lisina, L-leucina, L-triptofano, L-valina, DL-metionina, Glicina, Cloreto de cobalto, Sulfato de cobre, Iodeto de potássio, Cloreto de zinco, Cloreto de sódio, Hipofosfito de cálcio, Cloreto de magnésio, Monoglutamato de sódio, Ácido oleico, Hidróxido de alumínio.
Diferenciais:
Não requer período de carência.

Dose:
Via oral, 30g, em dose única na entrada do confinamento.
Objetivo:
Suplemento indicado para todas as fases da criação, composto por vitaminas, minerais, aminoácidos e aditivos pré e probióticos.
Diferenciais:
Alta carga de microrganismos benéficos;
Presença de MOS e betaglucanos;
Formato pasta oral pronta para uso.
Para mais informações sobre as soluções de protocolos estratégicos aplicados ao manejo sanitário de entrada no confinamento, entre em contato com nossa equipe técnica e consulte sempre um médico-veterinário.
Fale com a Biofarm:
Contato Biofarm
Conteúdo técnico elaborado por:
Beatriz A. Azevedo – Médica veterinária
Referências
Agronoticia, https://agronoticia.com.br/
CEPEA/USP – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada.
https://cepea.org.br/br
Sindirações. Produção de ração animal cresce acima de 3% em 2025.
https://portaldbo.com.br/producao-de-ração-animal-cresceu-acima-de-3-em-2025-aponta-sindiracoes/

